O mundo das cores das Bolhas de Sabão de Fabian Oefner – “Iridient”

Bolhas de sabão: mágicas, fluidas, inconstantes, nostálgicas, brilhantes, molhadas, entre milhares de coisas boas… O fotógrafo Fabian Oefner ressaltou tudo isso em imagens!

Não há como descrever esse trabalho incrível, só vendo pra crer mesmo.

aqui um pouco sobre o processo do Making Of.

P.S.: Créditos ao André que me mandou o site do Oefner! 

Artistas Contemporâneos Brasileiros – Parte 1 – Rosana Ricalde

Agora que estou me preparando para passar um ano no Canadá, estou pensando o que posso levar de bom do Brasil pra lá.

Como uma das minhas grandes paixões é a Arte, nada mais justo que levar um pedaço do Brasil relacionado a isso. Até me surpreendo por postar somente sobre artistas e designers internacionais, tendo em vista que há MUITA coisa boa perto de nós…

Por isso vou começar a postar sobre artistas contemporâneos brasileiros, com o intuito de ressaltar o valor da arte brasileira e até como uma forma de levar essas informações comigo (e lembrar tudo aquilo que anotei das diversas Bienais e exposições que fui).

Nada mais justo do que começar com uma das premiadas pelo Prêmio Marcantonio Vilaça do ano passado (na verdade é 2009/10 mas vi a exposição no ano passado): Rosana Ricalde.

Primeiro de tudo: O que é esse prêmio? Segundo o próprio catálogo da exposição 2009/10 (resumidamente):

É uma inciativa do CNI (Confederação Nacional da Industria) e do SESI (Serviço da Industria Social), que integra uma série de iniciativas com o intuito de ampliar as oportunidades de acesso à cultura. A cada edição o prêmio contempla 5 artistas com bolsas de trabalho, acompanhado por um curador ou crítico. No fim da etapa as obras selecionadas são reunidas em uma exposição itinerante em diversas capitais brasileiras. De acordo com o CNI, investir na cultura e arte brasileira é uma das formas de contribuir para o desenvolvimento social no país.

Segundo de tudo: Quem é a Rosana Ricalde?

(Essa parte formal vem do site do Itaú Cultural) É artista visual formada em gravura pela Escola de Belas Artes da UFRJ, EBA, Rio de Janeiro.  Descobre e renova uma memória não linear da escrita e da fala ao combinar suportes obsoletos (carimbos, tipos de máquina de datilografar, etiquetas) com ditados esquecidos do latim ou transmitidos pela tradição oral; com verbos da língua portuguesa agrupados por expressarem uma ação comum; ou com poemas da literatura brasileira de autores de séculos passados.

Assim se vê que ela agrega ao seu trabalho muito sobre literatura e principalmente a palavra. Rosana diz que partiu do verbo como um “potencializador” e a partir dai surgiram outras questões relacionadas ao corpo da palavra. Explorou sua intimidade com a palavra e experimentou-a em diversas maneiras, as quais podemos ver em sua obra.

Outra característica que se destaca é a meticulosidade e detalhamento dos trabalhos, tendo pequenos recortes, escritas minuciosas entre outros detalhes que vemos nas imagens. Vinda da gravura, nota-se que da técnica Rosana retirou a paciência, persistência e árduo trabalho para confeccionar cada obra. Os exemplos mais explícitos são as obras que fez para o Prêmio, onde retira os mares, ou continentes de atlas; recorta frase por frase de livros e os compõe junto aos mapas e globo terrestre; realiza enormes desenhos de ondas a partir da escrita do nome dos mares ao redor do mundo; entre outros…

Quando fui à exposição sua obra me fascinou justamente por estes detalhes e pela determinação de confeccionar tudo aquilo manualmente. Eu tentava acompanhar as frases nos mapas e labirintos… Me lembro de ter lido uma parte de “Mil e uma noites” e se não me engano “Vinte mil léguas submarinas” ou “Viagem ao centro da terra“.

A obra que mais me identifiquei foi Marés, já que admiro a tipografia e havia realizado desenhos com a escrita também. Me impressionei com o tamanho do desenho comparado ao tamanho de sua caligrafia (na foto dá pra ter uma pequena noção).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bom, assim espero que gostem dessa proposta de escrever um pouco sobre a arte atual brasileira, e por favor mandem sugestões!

Disco Melting – Rotganzen

Quem pensaria em globos de espelho derretendo? Alguma pessoa terrivelmente afetada pelo ácido lisérgico dos anos 70?

Não! Apenas o coletivo de artistas holandeses Rotganzen (formado por Robin Stam, Mark van Wijk e Joeri Horstink). Rot vem de Rotterdam (uma das maiores cidades do país).

Mais uma vez me apaixonei por uma imagem em um Pinterest que sigo e me deparo com esse trabalho e com o blog do The Jealous Curator, que fala sobre o coletivo e é referencia de vários pins.

Pelo que pude ver, o Rotganzen faz esculturas em diferentes materiais com uma abordagem lúdica com um “fundo” irônico… bem do jeito que eu gosto (risos).  Pirulitos, balões, espelhos, dinamite e soldadinhos modelando uma crítica, quem sabe?

Outros trabalhos no Flickr e no Facebook deles.

 

DIY parte 3 – Pulseira de macramê

Como eu ando bem envolvida com a preparação da minha viagem eu não venho fazendo muitos posts. Por esse motivo vou postar coisas mais curtinhas e imagens que venho encontrando no Pinterest…

A imagem de hoje ensina como fazer uma pulseira de macramê muito simples! O mais legal é que ela é realmente muito fácil de fazer; o problema é que aqui em Floripa é meio difícil encontrar esses detalhes metálicos. Eu já passei por várias lojinhas no centro e não encontrei! Acho que vou fazer alguns em cerâmica pra ver se dá certo e fica com uma aparência legal também.

Outras imagens no meu Pin: http://pinterest.com/leticiapjorge/diy/

Idéias que se cruzam, sincronicidade, Gregoire Scalabre

Você sabe quando você tem uma idéia, ou cria um projeto… vai todo empolgado na internet pesquisar informações e imagens para embasar esse projeto, está lá no meio da pesquisa e OMG tem uma ideia igual a minha:

1 – Você entra em crise e joga tudo pro ar. Diz que não acredita mais na criação, que tudo o que você pensa já foi realizado por alguém em alguma época ou algum lugar do mundo;

2 – Reflete e pensa sobre o resultado. Analisa os prós e contras, aponta todos os erros, ou apenas fica embasbacado como aquilo está do JEITO que você tinha imaginado (ou melhor);

3 – Supera e fica feliz por ter idéias que estão sendo divulgadas na rede e desenvolvidas por pessoas que podem ter o mesmo gosto que o seu e a mesma forma de pensar, ou talvez pensem de forma diferente e realmente te acrescente algo…

Não digo que esse pensamentos virão nessa ordem, mas quem nunca pensou isso quando achou uma idéia sua sendo realizada por outro. Por que se não foi um ato inusitado da natureza ou que a física quântica de Jung tenta explicar pelo conceito de Sincronicidade, poderiamos chamar esse trabalho casualmente similar de plágio, sem mais = cópia.

Esse texto dramático é só pra situar o que passei nos últimos dias quando encontrei o trabalho do ceramista francês Gregoire Scalabre, que realizou trabalhos com a estética muito similar a das minhas peças cerâmicas, ou efetivou a instalação que eu imaginava em minha mente.

O foco dele é visivelmente outro, mas tiro o chapéu para a forma como ele concretizou as obras minuciosamente e foi muito feliz no resultado.

Creio (pois eu não sei ler em francês) que o conceito dele se baseia na materialidade e estética dos materiais argila/metal/polímero. É um “tema” bem distinto de todos os ceramistas que eu já conheci… tem horas que a peça parece de metal (esmaltação FANTÁSTICA) e horas que parece de plástico, sem contar as obras que são “puramente” porcelana são texturizadas com parafusos! Achei bem interessante o resultado e imagino o TRABALHO que ele teve pra montar tudo isso, principalmente a obra intitulada “Astreé”.

P.S. Nunca deixe de criar porque achou um projeto similar ao seu, se puder se una a essa pessoa e troque outras idéias!

 

Helen Rödel – Perfeição através das mãos

Acho que o meu sonho é conhecer a Helen Rödel.

Sinceramente nunca vi algum estilista trabalhar com a intenção dela. Quero conhece-la pessoalmente pra saber se ela pensa da mesma forma do que eu, pois trabalhar com a manualidade dentro da indústria da moda não é um trabalho nada fácil.

Ela é uma estilista do Rio Grande do Sul que é conhecida mundialmente. Trabalha com roupas confeccionadas manualmente por meio da técnica do crochet. O forte dela é o ponto pipoca, que eu acho lindo de morrer!

Podem conhecer o trabalho dela, se não pelas impecáveis peças de alta costura em crochet (que de longe você sabe que é dela) ou por aquela campanha das mascaras de animais, que muita gente já viu e também é um trabalho super elaborado e lindo. Esse ano ela participou da Casa de Criadores desse ano – e mais uma vez muito bem sucedida!

Se quiser ver mais além do site também tem o documentário sobre o desenvolvimento da coleção MMXI:

 

 

 

Samantha Hahn – Ilustração e Estampas

Eu não lembro ao certo quando achei esse site, creio que em uma das minhas viagens pelo Pinterest… Realmente venho me supreendido como pinar coisas consume tempo e traz felicidade – e isso só por criar painéis com coisas que você gosta! Particularmente minha página do Pinterest resume quem eu sou, o que eu amo e coisas que posso vir a fazer.

E no meio disso encontrei o trabalho lindo de ilustração e estampas da Samantha Hahn. Ela trabalha com aquarela e ilustração digital e utiliza bastante temas femininos como inspiração. Também trabalha com ilustração de moda e intervenções em fotos de editoriais… acho que tem tudo a ver devido a essa temática feminina. Na verdade se for olhar os clientes dela no About, é de dar inveja.

O que realmente me chamou a atenção foram as belíssimas aquarelas… são muito delicadas e ela sabe trabalhar perfeitamente com as manchas, silhuetas, com e sem contornos (que eu aprecio mais sem nenhum contorno e só “massa” de cores). Mas apesar da habilidade com a pintura manual ela consegue transmitir isso digitalmente também, o que é relativamente trabalhoso tecnicamente falando (eu acho).

Além do site quem quiser ver mais também tem o Pinterest dela!